Museu Visconde de Guarapuava: preservando nossa história

Local está aberto para visitações de segunda a sexta, das 8h às 11h30 e das 13h às 17h

19/09/2021 12H50

Reaberto recentemente, o Museu Visconde de Guarapuava comporta um acervo riquíssimo que remonta aos anos de 1840, época em que Antônio de Sá Camargo, o “Visconde”, morava na casa que hoje é um local dedicado à memória dele.

O museu é uma referência cultural para os guarapuavanos, sendo a única obra tombada pelo Patrimônio Cultural do Estado do Paraná; reconhecimento ocorrido em 1974. Em função disso, o espaço é conservado seguindo as recomendações do Conselho Estadual de Cultura.  

Entre o final de 2018 e 2019, o museu passou por reforma com a revitalização de todo o telhado, além de receber pintura interna e externa. Uma comissão especializada, inclusive, veio à cidade para vistoriar a obra e proteger o patrimônio de possíveis danos estruturais.

Depois da reforma do espaço, foi a vez do mobiliário ser recuperado. Segundo Patrícia Danguy, professora e responsável pelo museu, os móveis que compõem o acervo não pertenciam ao Visconde, a maioria foi doada por moradores na década de 1990. “São objetos muito antigos de famílias guarapuavanas. Então, a cama, o guarda roupa, a mesa, os armários de cozinha, as namoradeiras; todos foram restaurados para que durem por muito mais tempo”, contou Patrícia, 

Há também outros objetos históricos que valem a pena serem observados, como a máquina registradora do primeiro Banco de Guarapuava e um canhão de guerra trazido de Curitiba.

O Visconde 

Antônio de Sá Camargo, natural da cidade de Palmeira, veio para a região em torno do ano de 1820, a fim de comandar os negócios do pai. 

Recebeu o título de Barão do Imperador Dom Pedro II, por seus feitos durante a Guerra do Paraguai como Comandante Superior da Guarda Nacional em 1870. Dez anos depois, tornou-se o primeiro e único Visconde de Guarapuava por parte do Gabinete liberal de Cansanção de Sinimbu, um Ministério do Império, por serviços prestados à sociedade paranaense.

O fazendeiro ficou muito conhecido pelo seu altruísmo e participação em projetos filantrópicos. Sua importância na cidade é notável, tanto por ter atuado em vários cargos de grande importância, como juiz de paz, quanto por ser uma das  pessoas que possibilitaram que Guarapuava crescesse, tendo contribuído para a construção de várias edificações, como o atual Santuário Nossa Senhora de Belém. 

Ainda foi uma figura de grande destaque no Paraná, sendo deputado várias vezes e vice-presidente da província, além de ter auxiliado a construir várias edificações pelo Estado, incluindo a Catedral de Curitiba. 

As cinzas de Antônio de Sá Camargo se encontram no Cemitério Municipal de Guarapuava, ao lado das cinzas do Capitão-Mor Antônio da Rocha Loures. 

Horários de atendimento do Museu

De segunda a sexta, das 8h às 11h30 e das 13h às 17h.

Rua Visconde de Guarapuava, 288 – Centro, ao lado da Praça 9 de Dezembro.

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